Em 1998, Lucina lançou Inteira pra mim, o seu primeiro disco solo, após o fim da produtiva dupla Luli e Lucina, responsável por belas canções dos repertórios de Ney Matogrosso (Pedra de rio; Bandolero; Me rói; Coração aprisionado; Êta nóis), Nana Caymmi (Primeira estrela), Joyce Moreno (Doçura forte), Wanderléa (Perdidos de amor) e As Frenéticas (É que nessa encarnação eu nasci manga). Da dupla Luli e Lucina, Zélia gravou Que cara tem? (Luli, Lucina e Klébi Nori), no disco Outra luz (1990). Mas, a partir do disco de 1994, começou uma produtiva parceria com Lucina, tornando-se sua segunda parceira mais frequente de composições, da mesma maneira que Lucina se torna a segunda parceira mais frequente de Zélia. As parcerias delas vêm sendo gravadas por ambas e por outros artistas, como Verônica Sabino (Sem suspiros; Fim), Daúde (Inteira pra mim), Carlos Navas (Pouco pra mim) e Belô Velloso (Felicidade torta).
No álbum Inteira pra mim (1998), Lucina traz quatro parcerias com Zélia, sendo duas delas inéditas: Lar lunar e Familiar. A faixa-título foi lançada por Daúde, no seu disco Daúde #2 (1997). A quarta faixa é Coração na boca, música lançada por Zélia, no disco Intimidade (1996), em que também gravou Minha fé e Primeiro susto. A música Coração na boca tem letra e melodia bastante sensíveis e já foi gravada por Nico Rezende, no disco Curta a vida (2001).
Seguem o vídeo com a versão de Lucina e a letra da canção:
Coração na boca
(Lucina e Zélia Duncan)
Adoro cortinas
Que se abrem
Adoro o silêncio
Antes do grito
Adoro o infinito
De um momento rápido
O instrumento gasto
O ator aflito
O coração na boca
Antes da palavra louca
Que eu não digo
Adoro te imaginar
Mesmo sem ter
Te visto
Adoro os detalhes, olhares
Atalhos, botões
Adoro as pausas
Entre as canções
Soluções da natureza
Riquezas da criação

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