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1997 - Daúde - Inteira pra mim

Daúde é uma cantora brasileira, nascida em Salvador e residente no Rio de Janeiro desde os 11 anos de idade. Já atuou como modelo e atriz, tendo participado de diversos musicais teatrais e do Programa Viva o Gordo. Sua estreia fonográfica se deu em 1995, em um álbum que levou apenas o seu nome. O disco Daúde (1995) foi lançado pela Natasha Records, gravadora criada por Caetano Veloso, em 1992, e que foi responsável por lançar também os discos de estreia de Virgínia Rodrigues e MV Bill.

O primeiro trabalho de Daúde trouxe composições inéditas de Celso Fonseca e Carlinhos Brown (Véu Vavá) e Lenine (Hoje eu quero sair só) e regravações de Luiz Tatit (Ah!), Patativa do Assaré (Quatro meninas), Jorge Benjor (Chove chuva) Caetano Veloso (Não identificado; Marinheiro só). O segundo disco, Daúde #2 (1997), foi também lançado pela Natasha Records e trouxe composições inéditas e regravações inusitadas de Lucas Santtana (Afrolodumultimídia), Alaim Tavares (Casa caiada), Herbert Vianna (Une chanson triste), Caetano Veloso e Antônio Cícero (Quase), Moska e George Israel (Boca), Suely Mesquita e Luís Capucho (Romena), Carlinhos Brown (Lavanda), Jovi Joviniano e Fernando Moura (A boca sujou) e Zélia Duncan e Lucina (Inteira pra mim). Esse álbum contou com participações de Herbert Vianna, Nelson Sargento, Djavan e Carlinhos Brown, que também contribuiu com uma versão de Pata Pata, certamente o maior sucesso do disco.

A faixa Inteira pra mim, no ano seguinte, deu nome ao primeiro disco solo de Lucina, lançado em 1998. Inteira pra mim (1998) trouxe, além da faixa-título e de Coração na boca, lançada por Zélia no Intimidade (1996), duas parcerias inéditas: o choro Familiar e o samba Lar Lunar. 

A seguir, o vídeo de Daúde cantando Inteira pra mim e a letra da canção.


Inteira pra mim

(Lucina e Zélia Duncan)

Até aqui metade eu sei que vivi 
Metade da minha sorte, metade da minha morte 
Metade dos meus sorrisos, metade do que não presta 
Metade do que me resta 
Pra conseguir mais um tanto, metade de todo pranto 
Já escorreu por aí 
Já inundou muito sertão, e metade da minha seca 
Já rachou, e já partiu meu coração 
Metade ainda não, falta metade de esperança 
Metade de alegria, metade ainda criança 
Metade eu nem diria, não interessa onde é o fim 
Mas que a metade que falta seja inteira pra mim 

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