Quando Zélia fez 50 anos, em 2014, escreveu uma letra que, mais tarde, foi musicada por Joyce Moreno (ou simplesmente Joyce), cantora-compositora que Zélia admira desde o seu início de carreira. Essa canção se chama Com o tempo e só foi lançada oficialmente em disco em 2018, quando Joyce fez 70 anos e comemorou 50 anos de carreira, regravando inteiramente o seu primeiro disco, lançado em 1968. Nesse velho novo disco, chamado Joyce Moreno: 50 (2018), há duas canções inéditas: A velha maluca, de autoria solo de Joyce, e Com o tempo. Ambas aparecem como faixas-bônus, uma vez que não estavam no projeto original de 1968. Com o tempo foi gravada com participação de Zélia. É, até então, a única parceria das duas. No entanto, cabe observar que, em 2017, no disco Invento +, Zélia cantou Mistérios (Joyce e Maurício Maestro), que faz parte do repertório de Milton, homenageado desse projeto em parceria com Jaques Morelenbaum. Em 2019, no projeto Eu sou mulher, eu sou feliz, em que várias cantoras interpretaram canções inéditas de Zélia e Ana Costa, Joyce participou na faixa Deixa comigo, um dos melhores momentos do disco.
Christiaan Oyens é um cantor, compositor, instrumentista e produtor nascido no Uruguai e radicado no Brasil. É o parceiro mais recorrente de Zélia Duncan, tendo feito com ela composições, como Outra luz (1990), Não vá ainda (1993), O meu lugar (1993), Sentidos (1994), Tempestade (1994), Nos lençóis desse reggae (1994), Enquanto durmo (1996), Bom pra você (1996), Às vezes nunca (1997), Imorais (1998), Verbos sujeitos (1998), Me revelar (2001), Distração (2005), Canção de amigo (2019) e Olhos perfeitos (2019). Sem ser em parceria com Zélia, compôs: (1) Linhas tortas (1995), gravada por Marina Lima; (2) Resquícios , gravada por Vanessa Barum; (3) A passagem (1997), gravada por Adriana Maciel; (4) Vi, não vivi (2005), parceria com Itamar Assumpção, gravada por Zélia. Christiaan tocou com Cazuza, Lulu Santos, Ritchie, Adriana Calcanhotto e Marina Lima. Produziu ou co-produziu os discos Acesso (1998), Sortimento (2001), Pré-pós-tudo-bossa-band (2005) e Tudo é um (...

Comentários