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2005 - Zé Brasileiro

Rappin' Hood é um rapper paulistano que começou a carreira no grupo Posse Mente Zulu, do qual se falou no disco anterior. A sua estreia solo se deu com o disco Sujeito homem (2001), lançado pela extinta gravadora Trama e que conta com as participações de  Pregador Luo, Caju e Castanha, Péricles, Leci Brandão, Black Alien. O disco foi muito aclamado pela crítica e teve uma continuação chamada Sujeito Homem 2 (2005), com as participações de Jair Rodrigues, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Dudu Nobre, Arlindo Cruz, Péricles, Mário Sérgio e Zélia Duncan. A participação da cantora se dá na faixa Zé Brasileiro, composição de Rappin' Hood que sampleia a canção Preciso me encontrar (Candeia), misturando a gravação de Cartola com uma versão especial de Zélia.  




Zé Brasileiro (Rappin' Hood) / 
Preciso me encontrar (Candeia)

Deixe me ir, preciso andar
Vou por ai a procurar
Rir pra não chorar
Deixe me ir, preciso andar
Vou por ai a procurar
Rir pra não chorar
Vou te contar uma historia que você ainda não ouviu
Historia de um sujeito digno do nosso Brasil
Pois essa a historia de um tal Zé brasileiro
De família humilde do interior mineiro
Seu nascimento ocorreu em fevereiro lá
Na bahia lá na baixa do sapateiro
Morava na fazenda que seu pai era caseiro
E aprendeu desde pequeno a trabalhar o dia inteiro
Assim foi crescendo muleke arteiro
Fugindo do trabalho ao lado dos companheiros
Que a idade avança e não percebe o Zé arteiro
Que ficou de saco cheio, foi pro Rio de Janeiro
Lugar maravilhoso cheio de encantos mil
Praia, futebol e samba como nunca ele viu
Logo se alistou queria ser marinheiro
Anda de navio e ter mulher o tempo inteiro
O sonho não veio entristeceu zé brasileiro
Baianinho de pé chato saiu livre do arteiro, então
Deixe me ir, preciso andar
Vou por ai a procurar
Rir pra não chorar
Deixe me ir, preciso andar
Vou por ai a procurar
Rir pra não chorar
O que aconteceu e quase ninguém viu
Historia realidade desse imenso Brasil
Éé zé brasileiro parceiro guerreiro, atrás de serviço
Conheceu um engenheiro, que arrumou um emprego numa grande construção
O zé todo contente virou um peão
Trabalhando feito doido suando o dia inteiro
Com cimento nas costa por um pouco de dinheiro
Aprendeu todo serviço virou um grande pedreiro
Pediu conta do trampo, deu adeus ao engenheiro
De tanto come arroz com rapadura
Foi pra outro lugar em busca de aventura
Foi pra rodoviária de mala na mão
Disse vou pra são paulo aqui eu não fico não
Chegando em São Paulo feliz e encantado
Por um trombadinha esperto ele foi assaltado e de mãos vazias
Zé tratou de se virar pediu esmola na rua só pra recomeçar
é no mó perreio atrás de dinheiro
La vai o guerreiro mais um brasileiro então
Deixe me ir, preciso andar
Vou por ai a procurar
Rir pra não chorar
Deixe me ir, preciso andar
Vou por ai a procurar
Rir pra não chorar
E com novo emprego passou a economizar
Indo nos bailes da vida veio a se apaixonar
Maria diarista também se amarrou
E depois de 2 anos vejam só o Zé casou
Foi ai que Maria lhe deu a noticia
To sentindo enjoou acho que to de barriga
Até que chegou o dia do acontecimento
Mais um menino que alegria
Assim formou a familia o Zé Maria e o neguinho
Constituindo assim o pai, a mãe, e o filho
Família humilde unida é o que mais se vê
Mora no barraco simples ao lado do Tietê
Pois essa foi a historia de mais um brasileiro
Exemplo pra mim, e pra todos os parceiros
Pois passou dificuldade e nunca se entregou
Com dignidade o seu filho criou
Levantando todo dia a cinco da matina
É Zé brasileiro é mais um pai de família, então
Deixe me ir, preciso andar
Vou por ai a procurar
Rir pra não chorar
Rir pra não chorar
Deixe me ir, preciso andar
Vou por ai a procurar
Rir pra não chorar
Salve, salve minha parceira Zélia Duncan
Obrigado ela participação, satisfação
Essa é pros guerreiros, companheiros
Os brasileiros aqueles que não desistem nunca ta ligado
Salve, salve todos os pais de família
Paz a todos

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