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2003 - A música em mim

Quando Zélia Duncan lançou o disco Sortimento (2001), o seu primeiro pela Universal Music, foi marcante a abertura de parcerias no cancioneiro da cantora. Se, antes, quase todas as composições assinadas e gravadas pela cantora eram parcerias com Christiaan Oyens e Lucina, nesse disco, foram vistas parcerias com Rita Lee (Desconforto), Rodrigo Maranhão (Chicken de frango e Beleza fácil), Fred Martins (Hóspede do tempo). Fred, cantor e compositor de Niterói, também esteve no disco com Flores, música que o cantor lançou no disco Janelas (2000). 

Fred já havia sido gravado por Ney Matogrosso, que lançou a canção Novamente, no disco Olhos de farol (1998).  Quando gravou o seu segundo disco, Raro e comum (2003), Fred convidou justamente os intérpretes mais conhecidos das suas canções: Ney partiipou da faixa-título, enquanto Zélia cantou em A música em mim, uma contribuição de Lucina, de quem Fred também se tornou parceiro na canção Pescaria. A música em mim, mais tarde, deu título ao disco de Lucina de 2006, editado pela Duncan Discos. 


A música em mim

(Lucina e Lenita Lopez)

Há música em mim 
Quando acordo cedo 
A música em mim 
Finge não ter medo 
Há música em mim 
Quando dói o dente 
A música em mim 
Age normalmente 
 A música em mim 
Tenta ser discreta 
Há música em mim 
Quando fico quieta 
(quando fico) 
Há música em mim 
No congestionamento 
A música em mim 
Corre mais que o tempo 
Trem bala na sala do meu apartamento 
A música em mim 
Refaz o dia 
A música em mim 
Me aplaude toda vez que eu sigo em frente 
A música em mim 
Parece um presente 
(parece um presente)

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