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2003 - Maria Rita - Pagu

Maria Rita é filha da cantora com o músico César Camargo Mariano. Em 2002, apareceu para o mundo, cantando no disco Pietá, do seu padrinho Milton Nascimento. Essa participação gerou muitas expectativas de um primeiro disco da cantora, o que só veio acontecer no ano seguinte. Maria Rita (2003) é, então, o disco de estreia da cantora, que teve como primeira música de trabalho a inédita A festa (Milton Nascimento). No repertório, há também inéditas de Marcelo Camelo (Cara valente; Santa chuva) e Cláudio Lins (Cupido), além de regravações do cancioneiro de Lenine (Lavadeira do rio), Milton Nascimento (Encontros e despedidas), Rita Lee (Agora só falta você; Pagu), Los Hermanos (Veja bem meu bem), entre outros. 

Pagu é uma parceria de Rita com Zélia, lançada no álbum 3001 (2000), da Rainha do Rock Nacional. Nos shows, Maria Rita faz uma pequena alteração na letra de Rita: "minha mãe é Maria ninguém" vira "minha mãe é Maria alguém", em referência e reverência a Elis Regina, de quem Rita foi muito amiga.  


Pagu

(Rita Lee e Zélia Duncan)

Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira nem sou puta
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Ratátátá
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra-louca, tudo bem
Minha mãe é Maria-Ninguém
Não sou atriz-modelo-dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Ratátátá

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