Dulce Quental é uma cantora e compositora carioca. Nos anos 1980, esteve à frente do grupo Sempre Livre, com o qual lançou o disco Aviões de combate (1984), que emplacou os hits Esse seu jeito sexy de ser (Evandro Mesquita e Patrícia Travassos), Fui eu (Herbert Vianna) e Eu sou free (Ruban e Patrícia Travassos). Logo depois desse disco, Dulce seguiu em carreira solo, gravando, pela antiga EMI, os álbuns Délica (1986), Voz azul (1987) e Dulce Quental (1988). Alguns hits da carreira solo de Dulce foram Caleidoscópio (Herbert Vianna), Natureza humana (versão de Jorge Salomão e Wally Salomão para Human nature, sucesso de Michael Jackson) e Terra de gigantes (Humberto Gessinger). Apesar de seus maiores hits não serem autorais, Dulce é uma compositora bastante atuante no cenário pop nacional, tendo canções gravadas por Barão Vermelho (O poeta está vivo; Pedra, flor e espinho), Frejat (Túnel do tempo), Ana Carolina (O melhor de mim; Resta), Simone (Antes de acordar), Leila Pinheiro (Amor perigoso), Dinho Ouro-Preto (Ao som de um tambor), Heróis da Resistência (O fim da estrada), Cidade Negra (Cidade partida), Renata Arruda (Do meu jeito), Toni Platão (Lobo do mar), entre outros.
Depois de 15 anos sem gravar discos, Dulce Quental voltou à ativa com Beleza roubada (2003), álbum em que apresentou novas parcerias com Frejat, Moska e Zélia Duncan. Com Zélia, compôs Capuccino, faixa que chegou a fazer parte do repertório inicial do disco Sortimento (2001), mas acabou sendo descartada por Zélia. Um fato curioso da trajetória de Zélia, e que cruza com a história de Dulce, é que, após a saída dessa do Sempre Livre, a banda procurou uma nova vocalista, e Zélia chegou a fazer o teste, mas as moças já tinham ouvido Tônia Schubert, que acabou ficando no lugar de Dulce.
Capuccino
(Dulce Quental e Zélia Duncan)
Eu vou te convidar prum Capuccino
Não é whisky nem vinho é só um Capuccino
Com gosto de manhã e brisa de canela
Eu vou te convidar para uma valsa moderna
Eu vou te convidar prum Capuccino
Não é whisky nem vinho é só um Capuccino
Com gosto de manhã e brisa de canela
Eu vou te convidar para uma valsa moderna
Dessas que se vê no cinema
E te darei um beijo congelado em close-up
Pela eternidade dos dias e a finitude dos corpos
Brindaremos lado a lado como namorados
Tomando o nosso Capuccino sem pensar em nada
Nem na morte, nem na vida, muito menos no futuro
Nem nos que ficaram pra tras
Sentindo apenas a brisa do presente
Sorvendo o gosto da vida, na espuma dos dias
Que passam por nós
Eu vou te convidar prum Capuccino
Não é whisky nem vinho é só um Capuccino
Com gosto de manhã e brisa de canela
Eu vou te convidar para uma valsa moderna
Dessas que se vê no cinema
E te darei um beijo congelado em close-up
Pela eternidade dos dias e a finitude dos corpos
Brindaremos lado a lado como namorados
Tomando o nosso Capuccino sem pensar em nada
Nem na morte, nem na vida, muito menos no futuro
Nem nos que ficaram pra tras
Sentindo apenas a brisa do presente
Sorvendo o gosto da vida, na espuma dos dias
Que passam por nós assim como somos
Pó e chantily
Creme e café
Chocolate e canela
Pó e chantily
Creme e café
Chocolate e canela
Pó e chantily
Creme e café chocolate e canela
Pó e chantily
Creme e café
Chocolate e canela
Pó e chantily
Creme e café
Chocolate e canela

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