A mais bonita é uma canção de Chico Buarque lançada por Maria Bethânia, no disco Memória da pele (1989). É uma das últimas canções que o compositor fez para Bethânia. Foi regravada por ele, no disco Chico Buarque (1989), com a participação da sobrinha Bebel Gilberto. Dez anos depois, no Songbook Chico Buarque (1999), a canção A mais bonita foi atribuída a Zélia Duncan, que a cantou acompanhada de Bia Paes Leme, que, mais tarde, se tornou produtora ou co-produtora de importantes discos da sua carreira, como Eu me transformo em outras (2004), Pré-pós-tudo-bossa-band (2005), Antes do mundo acabar (2015), e do projeto coletivo Eu sou mulher, eu sou feliz (2019), que conta com várias cantoras interpretando parcerias inéditas de Zélia com Ana Costa.
Seguem o vídeo com a gravação e a letra da canção:
A mais bonita
(Chico Buarque)
Não, solidão, hoje não quero me retocar
Nesse salão de tristeza onde as outras penteiam mágoas
Deixo que as águas invadam meu rosto
Gosto de me ver chorar
Finjo que estão me vendo
Eu preciso me mostrar
Bonita
Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar
Bonita
Hoje eu arrasei
Na casa de espelhos
Espalho os meus rostos
E finjo que finjo que finjo
Que não sei
Deixo que as águas invadam meu rosto
Gosto de me ver chorar
Finjo que estão me vendo
Eu preciso me mostrar
Bonita
Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar
Bonita
Hoje eu arrasei
Na casa de espelhos
Espalho os meus rostos
E finjo que finjo que finjo
Que não sei

Comentários