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1998 - Toda vez (primeira versão)

Em 1998, na Rede Globo, estreou a novela Torre de Babel, de Sílvio de Abreu. Foi mais um êxito do autor cujo último sucesso havia sido A Próxima Vítima (1995), que trouxe na trilha sonora a música Catedral, responsável por projetar Zélia nacionalmente. Para a trilha sonora dessa nova novela, Mariozinho Rocha, responsável pela direção musical, pediu a Zélia uma canção. A cantora estava gravando o disco Acesso (1998) e mandou, então, a faixa Toda vez, uma parceria sua com Christiaan Oyens. A versão enviada por Zélia, no entanto, não era a definitiva, que figurou no seu disco de carreira.

O disco Acesso é um marco na carreira de Zélia, não só porque encerra a sua primeira fase na gravadora Warner, mas também porque é um marco do ponto de vista da produção musical. O álbum foi o primeiro de Zélia produzido pelo parceiro Christiaan Oyens, que é produtor ou co-produtor de outros discos da cantora, como Sortimento (2001), Pré-pós-tudo-bossa-band (2005) e Tudo é um (2019). O álbum Acesso foi mixado nos Estados Unidos, com o técnico de som Eric Serafin, responsável pela mixagem de discos de Ben Harper. O resultado sonoro do disco soa elegante e moderno e serve de referência para muitos na técnica de mixagem, até os dias atuais. 

A versão de Toda vez que aparece em Torre de Babel (1998) é anterior a essa mixagem do Acesso nos Estados Unidos. Por uma questão de urgência, Mariozinho Rocha não pôde esperar a finalização e optou por lançar na trilha sonora a versão que já tinha em mãos. Daí, ficaram duas versões diferentes na voz de Zélia. Anos mais tarde, Renata Arruda, no disco Por elas e outras (2003), regravou a canção. 

Seguem o vídeo com essa primeira gravação e a letra da canção:



Toda vez



(Christiaan Oyens e Zélia Duncan)

Meu coração
Toda vez que te vê
Quer gritar, se arriscar sair cantando
Me delatando pra todo mundo
Pensa que está fora de alcance
E vai me anunciando
Quando leve, você passa
Me entregando assim de graça
Nesse estado inevitável da paixão
Mas fecho os olhos então
E ele fica mudo
Meu escuro é
Meu escudo e
Silencioso
É meu coração
E vai me anunciando
Quando leve, você passa
Me entregando assim de graça
Nesse estado inevitável da paixão
Mas fecho os olhos então
E ele fica mudo
Meu escuro é
Meu escudo e
Silencioso
É meu coração
Meu escuro é
Meu escudo e
Silencioso
É meu coração
Meu coração
Toda vez que te vê
Meu coração
Toda vez que te vê

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