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1997 - Atrás da porta

Quando, nos anos 1990, Almir Chediak começou o projeto de Songbook, Francis Hime, que chegou a participar de alguns, lançou, por conta própria, o seu Álbum Musical (Warner Music), projeto em que outros artistas cantavam as composições de Francis, que participou do disco como produtor, não tocando, nem cantando em qualquer faixa. O primeiro volume do Álbum Musical  foi lançado em 1997 e contou com as participações de Caetano Veloso, Chico Buarque, Gal Costa, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Paulinho da Viola, Daniela Mercury, Zé Renato, Leila Pinheiro, Beth Carvalho, João Bosco, Miúcha, Toquinho, Ivan Lins, Olívia Hime e Zélia Duncan (nome erroneamente grafado como Zélia Duncam na capa) .

A participação de Zélia nesse primeiro volume se dá com a interpretação do clássico Atrás da porta, sucesso da carreira de Elis Regina, que gravou a canção em 1972. Nessa versão, Zélia é acompanhada de Marco Pereira (violão), Cristóvão Bastos (piano), Dirceu Leite (clarineta) e Zeca Assumpção (contrabaixo). Essa gravação é mais um encontro de Zélia com Marco Pereira e Cristóvão Bastos.

Foi o primeiro momento em que Zélia gravou uma canção de Chico Buarque, de quem gravou Fado tropical (1999), A mais bonita (1999), Joana Francesa (2002) e O que será - À flor da pele (2017). É o primeiro momento também em que canta uma música de Francis Hime. No disco Timoneiro (2005), dedicado a Hermínio Bello de Carvalho, Zélia gravou Descompaixão (Francis Hime e Hermínio Bello de Carvalho). Participou também do álbum Arquitetura da flor (2006), de Francis, cantando Sem saudades (Francis Hime e Cartola).
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O Álbum Musical foi relançado em 2004, pela Biscoito Fino, com uma nova capa (obs: o sobrenome de Zélia já aparece corrigido). Em 2008, foi lançado o Álbum Musical 2, com a participação de outros artistas. Divulgou-se, recentemente, que Zélia e Francis Hime se tornaram parceiros em uma canção chamada Valsa sedutora.

Segue o vídeo com a gravação de Zélia e a letra da canção.


Atrás da porta

(Francis Hime e Chico Buarque)


Quando olhaste bem nos olhos meus 
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei 
Eu te estranhei, me debrucei 
Sobre o teu corpo e duvidei 
E me arrastei, e te arranhei 
E me agarrei nos teus cabelos 
Nos teus pelos, teu pijama 
Nos teus pés, ao pé da cama 
Sem carinho, sem coberta 
No tapete atrás da porta 
Reclamei baixinho 
Dei pra maldizer o nosso lar 
Pra sujar teu nome, te humilhar 
E me vingar a qualquer preço 
Te adorando pelo avesso 
Pra mostrar que ainda sou tua 
Até provar que ainda sou tua

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