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1995 - Marina Lima - Tempestade (com sample da versão de Zélia)

Em 1995, Marina Lima lançou Abrigo, álbum em que a cantora e compositora canta apenas músicas de outros compositores. É um disco bastante diversificado, pois conta com músicas de Paulinho Moska (Admito que perdi), Chico Science (A cidade), Timbalada (Beija-flor), Rita Lee (Nem luxo, nem lixo), Tom Jobim (O que tinha de ser; Samba do avião) e Picassos Falsos (Carne e osso). No disco, há muitos samples e vinhetas.

À época da gravação do disco, Christiaan Oyens tocava com Marina e teve gravada a canção Linhas tortas, tema da novela Vira-lata. Foi nesses tempos que a cantora conheceu o trabalho de Zélia Duncan, o disco de 94, que tem Catedral, Não vá ainda, O meu lugar e Tempestade. Em recente entrevista a Luiz Thunderbird, Marina mencionou que a canção é a sua preferida daquele disco de Zélia, porém, quando tomou conhecimento da música, o prazo para a finalização do Abrigo já estava se encerrando, por isso optou por uma vinheta para encerrar o disco. Nessa vinheta, a versão de Zélia aparece sampleada.

Em 1996, no disco Registros à meia-voz, Marina Lima gravou uma nova versão, acompanhada de piano. No show referente ao disco, Tempestade era cantada junto com Para um amor no Recife, de Paulinho da Viola, que foi regravada nesse mesmo disco.       

Seguem o vídeo com a gravação e a letra da canção:



Tempestade 


(Christiaan Oyens / Zélia Duncan)


E desde então grita esse trovão no meu peito
A chuva lá fora
Chove de fato
Enquanto a sua ausência inunda meu quarto
E transborda na cama
Agora eu entendo
Meus sonhos são outros
Enquanto não durmo
Enquanto te espero
E chove no mundo
Eu não me acostumo
Com a falta de rumo brasileiro
E esse tom de desespero
Que atingiu o nosso amor




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